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Michel Legrand e a Narrativa Musical


De Cléo de 5 à 7 a Les Demoiselles de Rochefort



Introdução: Michel Legrand – O Maestro da Nouvelle Vague


Michel Legrand 2015
Michel Legrand 2015

Michel Legrand (1932–2019) foi um compositor, maestro e pianista francês cujo trabalho está intimamente ligado ao espírito da Nouvelle Vague. A sua mestria em fundir jazz, música clássica e pop num estilo único tornou-o num dos compositores de cinema mais inovadores do século XX. A música de Legrand era mais do que acompanhamento – era uma forma narrativa essencial. Neste artigo, exploramos três dos seus trabalhos mais emblemáticos: Cléo das 5 às 7, Os Guarda-Chuvas de Cherbourg e As Donzelas de Rochefort





Cléo 5 a 7

(1962): A música como espelho da alma


Michel Legrand / Corinne Marchard
Michel Legrand / Corinne Marchard
Agnés Varda 1962
Agnés Varda 1962

O filme intimista de Agnès Varda acompanha Cléo durante duas horas cruciais enquanto aguarda os resultados de uma biópsia. A música de Legrand neste filme revela o seu estado de espírito, refletindo ansiedade e introspeção. Numa cena memorável, o próprio Legrand aparece ao piano, tocando uma canção sobre a mortalidade para Cléo – um momento de grande emoção e significado existencial.



Les Parapluies de Cherbourg

(1964): O melodrama cantado


Catherine Deneuve
Catherine Deneuve

Neste musical de Jacques Demy, todo o diálogo é cantado. A partitura contínua de Legrand não serve apenas de fundo, mas sustenta a narrativa e intensifica a carga emocional. A célebre canção Je ne pourrai jamais vivre sans toi (conhecida como I Will Wait for You) tornou-se um clássico internacional e demonstra a capacidade de Legrand de transformar emoções em música comovente.




Les Demoiselles de Rochefort (1967):

Uma homenagem francesa ao musical americano


Francoise Dorleac and her sister Catherine Deneuve
Francoise Dorleac and her sister Catherine Deneuve

Neste tributo alegre aos musicais de Hollywood, Legrand mostra a sua faceta mais vibrante. A sua música é enérgica, jazzística e orquestralmente complexa. Canções como Chanson des Jumelles unem leveza melódica com sofisticação harmónica, contribuindo decisivamente para a progressão da narrativa. O filme é um hino à alegria de viver – em imagem e som.




Conclusão: Um legado sonoro



Michel Legrand não compôs apenas para cinema – criou universos emocionais. A sua música mudou a forma como as histórias são contadas no ecrã. O seu legado vive nas suas composições intemporais, que continuam a tocar corações em todo o mundo.



 
 
 

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